Próximo Congresso CDS-PP tem de ser decisivo

Francisco Rodrigues dos Santos e Nuno Melo, vão se defrontar pela liderança do Partido no próximo Congresso - que foi antecipado de janeiro para novembro. A contestação interna regressa e cresce. É necessário resolver os problemas internos, avaliar os resultados das Autárquicas e decidir qual deve ser o seu futuro. É preciso ter uma estratégia de liderança e liderança forte, deixando de ser "bengala" do PSD de Rui Rio e perdendo relevância.

Uma Carta, subscrita por 25 conselheiros nacionais do CDS-PP, foi enviada ao presidente do Conselho Nacional do Partido, Filipe Anacoreta Correia, solicitando a reformulação da convocatória do Congresso, argumentando incumprimento de prazos e dos próprios Estatutos.

No artigo 18.º do Regimento, estipula que as “convocatórias das reuniões não urgentes do CN deverão ser envidas no prazo de 10 dias de antecedência relativamente à data da reunião”. Esta reunião foi convocada para o dia 10 do mesmo mês, domingo, isto é, com apenas 6 dias de antecedência.

Os subscritores acusam o atual Líder de negar aos restantes candidatos a mesma possibilidade de afirmar a sua candidatura que o próprio teve há 2 anos. Tudo sinais de “falta de Democracia interna”, acusam na Carta.

O Conselho Nacional do CDS-PP foi marcado para este domingo, tendo a Convocatória chegado aos dirigentes e conselheiros no passado dia 4 de outubro, e tendo na Ordem de Trabalhos a análise dos resultados eleitorais e a proposta de convocação do Congresso ordinário. Tudo assuntos que os subscritores da Carta consideram ‘não Urgentes’, pelo que consideram que o CN não poderia ter sido marcado em apenas 6 dias antes.

“Como o Sr. Presidente do Conselho Nacional do CDS bem sabe, a convocatória . . . teria de ter sido enviada com a antecedência mínima de 10 dias, e não deveria ser apenas uma Ordem de Trabalhos informando da intenção de discutir e aprovar o que nela se diz, mas também, e principalmente, todos os documentos com as informações substantivas descritivas desses assuntos, para em toda a extensão desse prazo poderem ser lidos, maturados e sobre eles decidida uma posição”, contestam os conselheiros nacionais, alegando que, neste caso, houve uma “violação das regras” e dos Estatutos do Partido.

Pedro Mota Soares, João Gonçalves Pereira, Nuno Magalhães, Álvaro Castelo-Branco, Morais Baptista, João Barros Viegas, Nuno Serra Pereira, Inês Teixeira, Nuno Gusmão, Isabel Marinho Freitas, Isaque Pinto, João Pires de Lima, Gonçalo Pimenta de Castro, são alguns nomes dos que subscreveram a Carta.



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