Portos dos Açores ficou “surpreendido” com o pré-aviso de greve

O Sindicato Oficiasmar entregou um pré-aviso de greve dos pilotos das ilhas de São Miguel e Santa Maria afetos à Portos dos Açores, a vigorar de 15 de outubro a 15 de novembro. Como objetivos da greve, diz o sindicato, que os pilotos pretendem “terminar com a [alegada] ingerência na autonomia técnica” e procurar “garantir a aquisição do material necessário ao exercício profissional”.

Segundo o Comunicado da Portos dos Açores, “em caso algum, foi verificado um contacto direto entre este Conselho de Administração (CA) e qualquer piloto, relativamente às suas decisões técnicas”. O CA mostra-se disponível para reunir com os representantes sindicais para dialogar e segue uma atitude “essencialmente apolítica e sem filiações partidárias”O CA ficou “surpreendido” com o pré-aviso de greve. Diz que “ainda que existisse um desacordo entre as partes, no que diz respeito à utilização de capacetes, não existia uma litigância ou situação de rutura ao nível da comunicação, que permitisse antever este pré-aviso de greve”.

Entendemos despropositadas todas as iniciativas políticas que visem desacreditar as conversações internas que continuam a decorrer, e que este CA tenciona levar a “bom porto”, especialmente quando todos estão motivados a trabalhar "pela credibilidade e posicionamento estratégico da empresa Portos dos Açores”, diz. O CA acredita que o Sindicato está empenhado na “melhoria das condições de segurança e capacidade operacional e técnica, diminuindo a propensão para acidentes graves, com consequências diretas para os próprios e as suas famílias.

Quanto ao material reivindicado, o CA esclarece que, depois ter tomado posse, relembrando que foi há 4 meses, “não houve qualquer dúvida da necessidade sobre a sua aquisição, pelo que estes equipamentos foram contemplados em Plano de Investimentos, tendo sido o Sindicato informado desta decisão”. A Portos dos Açores esclarece que o assunto em causa é a aquisição de novas lanchas de pilotos, a melhoria de sistemas de segurança a bordo das mesmas, o reforço de oportunidades de formação em segurança, entre outras.

E quanto aos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), o Comunicado esclarece que “o diferendo com os trabalhadores diz respeito à utilização obrigatória do capacete aquando do embarque / desembarque”. Esta decisão resultou de orientações do Depart. de Qualidade, Ambiente, Segurança e Saúde no Trabalho da Portos dos Açores, “na sequência de diversas ações de inspeção e análise de risco interno.”

“É um facto que as normas internacionais marítimas o recomendam na proteção contra choques, exceto em embarque de pilotos por meios aéreos, que já tem carácter obrigatório”. A Portos dos Açores entende que "a avaliação de risco associada a este tipo de atividade é ELEVADA”, devendo “ser equacionado um reforço da implementação de todas as medidas de segurança disponíveis”. Assim sendo, a segurança dos trabalhadores e melhoria da capacidade operacional e técnica, são prioridades deste CA.

“Foi realizado um ponto de situação interno e, já se verifica uma livre adesão ao uso dos capacetes de proteção individual, aquando dos embarques / desembarques, sendo que o que se pretende apenas será uniformizar o seu uso generalizado”, diz o Comunicado.

As reivindicações de material já eram reivindicadas há muito por esse Sindicato, junto do anterior CA da Portos dos Açores e do anterior Governo Regional. Por tudo isso, os Faialenses atentos, estranham que os pedidos de esclarecimentos pedidos pelo Grupo Parlamentar do PS na ALRAA, não sejam dirigidos ao interior do Grupo Parlamentar.

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