Subida dos empregos, falta de trabalhadores . . . e outras mentiras

Ninguém quer falar a fundo do aumento do déficit público, do Estado ter um Governo pedinte e a incompetência da Oposição, da corrupção ou dos erros políticos grosseiros cometidos pelo Executivo e pelos deputados na Assembleia da República. O contribuinte paga e não refila.

A nível Regional, teremos mais 700 contratações, que supostamente é um sinal da vitalidade da economia e das empresas, quando este aumento é assente exclusivamente na contratação de funcionários públicos e similares. A subida impressionante dos empregos, a falta de trabalhadores . . . e outras mentiras que lhe contam.

Faz-me confusão ver alguns correr das estruturas partidárias para serem assessores e chefes de gabinete, secretários e diretores regionais, deputados, sendo que alguns não tem talento político, preparação ou de fraca aptidão, e ainda outros, para ficarem amansados e controláveis.

Qual é o problema do aumento do número de funcionários públicos? Reduz a flexibilidade orçamental devido ao aumento da despesa corrente. Se o país for obrigado a apertar o cinto, o Executivo vai reduzir salários e despedir pessoas? Vai aumentar impostos.

Se há áreas onde a Administração Pública não precisa de mais trabalhadores e há outras áreas em que o défice de pessoal é muito preocupante. O que é que isto mostra? Que os nossos queridos governantes não têm qualquer plano para ter uma Administração Pública competente e eficiente. A explicação é simples: os Tachos e o Eleitoralismo. O mesmo princípio aplica-se aos outros setores da Economia.

Se alguns empresários clamam aos céus por trabalhadores, por que eles não se dirigem aos Centros de Emprego e exigem que lhes sejam dadas respostas? A abertura de cursos técnico-profissionais e de requalificação profissional, são feitos pensando nos números de desempregados e dos beneficiários do RSI, na realidade do mercado de trabalho e nas empresas? Não.

Isto prova o bom trabalho que é feito nos Centros de Emprego, de formação e requalificação profissional? Não percebo porque muitas ofertas de trabalho passam ao lado dos Centro de Emprego. São políticas erradas. São diretores do Centro de Emprego com nomeação política. São técnicos que já se acomodaram aos gabinetes, com salário certo, ventoinha, computador, máscara e gel. O Núcleo Local do RSI tem de pressioná-los por respostas e soluções.

Os diretores das Escolas Profissionais podiam ser mais ativos, ser mais autónomos e ser mais reivindicativos. É preciso ter um papel ativo na resolução deste problema. As Câmaras de Comércio e Indústria que deixem de ser lambe-botas do Governo Regional e das Câmaras Municipais e de ter preferências partidárias. É preciso ter um papel ativo na resolução destes problemas.

Isto mostra a vontade de acabar com os abusos com os trabalhos precários e programas ocupacionais? Não convêm. Existe mesmo a vontade de acabar com o eternizar da subsidiodependência, e pior, a falta de fiscalização? Chega. Basta.

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