A causa da contaminação de Porto Pim

Na sequência das análises efetuadas à água balnear, realizadas nos dias 27, 28 e 29 de julho, não indicaram qualquer contaminação da água do mar, o Delegado de Saúde da Ilha do Faial decidiu reabrir a praia de Porto Pim. Agora vai uma ironia . . . exceção para o Festival Maravilha com palco flutuante, em 30 e 31 de julho, quiçá. Porque a bactéria Escherichia coli (E.coli) é amiga.

Onde foram feitas as recolhas e quando foram feitas? Onde fica o foco da contaminação e a sua dimensão? Quais foram os resultados? São a preguntas imediatas que temos direito a conhecer das Autoridades. Quando temos E. coli em amostras de água, é um biomarcador seguro de que essa água está com contaminação fecal. Julgando que as obras no Faial não possuem falhas, a suspeita do foco da contaminação estava focada em outros 2 locais possíveis. Erramos.

A investigação RC Horta, teve a confirmação de que a causa da contaminação de Porto Pim é a estação elevatória da Fábrica da Baleia. Sabemos que o Engenheiro que fez a obra “poupou” [eufemismo] no tubo e este ficou mais baixo do que devia. E assim, sobretudo no Verão, quando a estação elevatória trabalha mais, a água contaminada com as bactérias vaza e elas vão todas “fazer praia e curtir um Sol” em Porto Pim.

Sabendo a causa, agora é resolver de vez o problema. Com vista à garantia de segurança dos banhistas, o GRA vem, através da DR dos Assuntos do Mar, reforçar o programa de monitorização da qualidade da água balnear da praia de Porto Pim. Por ser uma área de Paisagem Protegida do Parque Natural de Ilha, a DR do Ambiente e das Alterações Climáticas tem responsabilidades. Sugiro no futuro, uma atitude mais pró-ativa do Presidente da CMH e do Presidente da Junta de Freguesia; uma atuação conjunta e firme.

Isso relança novamente o debate da falta de uma ETAR ou de ETARs compactas. Se águas residuais de esgotos são liberadas no ambiente sem tratamento algum ou sem ter o tratamento adequado, isso arruína todo o meio ambiente [terrestre, fluvial e marinho] e um sério risco à Saúde Pública. É uma mensagem fortemente negativa para o Turismo. No entanto, vamos continuar a ignorar isso?

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